Fé leva londrinenses a menino que faz milagres
A fé levou centenas de londrinenses ao túmulo do menino José Oswaldo Schietti, que morreu atropelado aos 9 anos, em 1950, no dia da primeira comunhão. Os crentes lhe atribuem milagres e, todos os anos, depositam aos pés do seu túmulo, no cemitério São Pedro, no centro, flores, velas, agradecimentos e pedidos.
Joaquim Raposo, de 79 anos, é um dos que confiam no poder do menino. Conta que, há 20 anos, sofria de uma doença que nenhum médico conseguia curar. Minha boca vivia cheia de feridas abertas. Eu sofria muito e decidi pedir ao menino que me curasse. Oito horas depois do pedido, minha boca tinha sarado, diz. Desde então ele agradece ao
garoto no dia de Finados.
Fé também não falta à pioneira Emília Correia, de 70 anos. Ela diz ter acompanhado de perto toda a tragédia do menino e, todos os anos, acrescenta ao seu roteiro de visitas de Finados uma oração próxima ao túmulo de Oswaldo. Ele era um menino lindo. Sempre o via na catedral onde ele era coroinha. Quando ele foi atropelado, a cidade toda se comoveu. Dias depois ele morreu e todo mundo chorou. Eu acompanhei o enterro; foi uma tristeza só, relembra. Ele era a pureza em pessoa.





