FÉ EM TRANSFORMAÇÃO Budismo tem meta de expansão
PUBLICAÇÃO
sábado, 10 de setembro de 2011
Carolina Avansini <br>Reportagem Local 
Expandir o Budismo Primordial no Brasil é um dos objetivos definidos para a religião que aqui chegou há mais de um século, junto com os primeiros imigrantes japoneses. Até 2020, quando os fieis celebram o 50º culto póstumo de Ibaragui Nissui Shounin, fundador do budismo no Brasil, a meta é realizar um conversão por fiel, chegar a 50 sacerdotes - hoje são 25 - e criar focos de expansão em todo o País. A religião possui, hoje, 11 templos, sendo três deles no Paraná.
Para atingir maior número de pessoas, uma das estratégias foi adotar a língua portuguesa nos cultos. ''Queremos que a expansão seja entre todos os brasileiros, e não apenas entre os descendentes de japoneses'', pontua o Bispo Ferreira, responsável pelo templo Hompoji em Londrina.
Sem descendência japonesa e criado em família católica, o próprio líder budista é um exemplo do perfil das pessoas que, cada vez mais, se convertem à religião. Levado ao templo de Curitiba por um primo sacerdote, ele se identificou com a filosofia e acabou fazendo a escolha de dedicar a vida ao budismo.
No templo de Londrina, ele conta que a maioria dos interessados em conhecer a prática são pessoas a procura de uma religião, mas que não se identificam com as opções mais tradicionais. ''O budismo é a religião da consciência. Não proíbe nada, mas enfatiza a necessidade de limites.''
Apesar do maior interesse dos brasileiros pela religião, Bispo Ferreira conta que, durante eventos de divulgação fora do templo, fieis ainda são vítimas de preconceito. ''Já vi pessoas cuspirem nos budistas, chamarem de 'religião do diabo'. Nossa reação é a humildade. Sabemos que todas as religiões tem algo bom para oferecer, mas as pessoas não podem ser crentes a ponto de ficarem cegas'', opina. (C.A.)


