Maigue Gueths
De Curitiba
A Prefeitura de Curitiba recebeu ontem mais R$ 14,58 milhões do Fundo de Desenvolvimento Urbano (FDU), gerenciado pelo governo do Estado, para a realização de diversas obras, entre elas a continuidade da revitalização da Rua XV de Novembro e da pavimentação de vias urbanas. Os recursos liberados ontem não são novos. Eles fazem parte de um empréstimo no valor de R$ 60 milhões, do FDU à prefeitura, que vem sendo repassado desde o ano passado.
Com essa verba, a prefeitura vem investindo em obras como a pavimentação de 70 quilômetros de 22 vias de grande movimento, criação de novas linhas de Ligeirinho e instalação de estações-tubo, além da revitalização da Rua XV de Novembro. Os recursos liberados ontem serão aplicados na pavimentação de vias da estrutural Sul (Capão Raso, Novo Mundo e Boqueirão) e na aquisição de estações-tubo para a linha Leste-Oeste. Também serão licitados o último lote de revitalização da Rua XV, desde a Rua Ébano Pereira até a Praça Osório e o recapamento de três binários.
Tanto o governador Jaime Lerner como o prefeito Cassio Taniguchi negaram as acusações de caráter eleitoreiro destas obras. ‘‘O povo de Curitiba não está reclamando’’, limitou-se a dizer Jaime Lerner, antes de entrar na solenidade de entrega dos recursos, na sala da Associação Comercial do Paraná (ACP). O prefeito Taniguchi também se defendeu argumentando que durante seu mandato foram realizadas diversas obras na capital. ‘‘A prefeitura sempre teve um planejamento estratégico para chegar até o ano 2000. Em 97 trabalhamos na Vila Pompéia, fizemos 700 quilômetros de pavimentação, eliminamos valetas, trabalhamos na Conectora Quatro, fizemos trincheiras, construímos escolas e postos de saúde. Agora chegamos à área central’’, disse. O empréstimo será pago entre oito a dez anos, conforme regras do FDU.
Com uma platéia lotada de empresários e lojistas da área central de Curitiba, o governador aproveitou para fazer um apelo aos comerciantes, para que mantenham suas portas abertas e vitrines iluminadas durante a noite. O presidente da ACP, Jonel Chede, disse que os lojistas estão satisfeitos com o andamento das obras e acham interessante a idéia de deixar suas portas levantadas à noite para que a população volte a olhar vitrines no calçadão. Para isso, eles aguardam não apenas a instalação de um sistema de vídeo com 14 câmeras ligado e uma central de monitoramento na Praça Osório, como também a colocação de policiamento intensivo na rua.