Fazer doações exige alguns cuidados
Dimitri do Valle
De Curitiba
Nada melhor do que o clima natalino para aguçar a solidariedade das pessoas. E é nesta época do ano que os cruzamentos e ruas da cidade são pontos ideais para representantes de entidades filantrópicas colherem as contribuições espontâneas da população. Em meio a cidadãos honestos que trabalham por causas idôneas, estão os vigaristas de plantão que usam o nome de fundações acima de qualquer suspeita para ganhar dinheiro. Portanto, um telefonema para checar a procedência da campanha na Fundação de Assistência Social (FAS) ou na própria entidade pode evitar que sua contribuição se transforme em lucro para criminosos.
A pessoa deve fazer a doação na própria entidade, assim ela já conhece o trabalho de caridade que é desenvolvido pelas pessoas que precisam do dinheiro da população, aconselha Nazaré de Andrade Monteiro, diretora de desenvolvimento social da FAS. Nazaré diz que a entidade deve ter um certificado de funcionamento que é expedido pela fundação ou o Conselho Municipal de Ação Social. O documento é emitido após uma criteriosa avaliação do trabalho filantrópico da entidade interessada. A solicitação do certificado só pode ser feita por entidades com pelo menos um ano de funcionamento.
O superintendente da Delegacia de Estelionato, Hélcio Piassetta, sugere que a pessoa abordada na rua exija o telefone da entidade para saber se não está sendo enganada. No mês passado, a delegacia recebeu denúncias de que pessoas não credenciadas estavam se passando por agenciadores de emprego em Curitiba de duas entidades filantrópicas de Campo Largo e Colombo, Região Metropolitana de Curitiba. Os denunciantes não quiseram registrar queixa. Tem muita gente que usa o nome de instituições idôneas para aplicar os golpes, afirma o superintendente.
Mas os casos mais corriqueiros na época de Natal, segundo Piassetta, são o de pessoas que apresentam identidades falsas para burlar o crediário no comércio. Como as lojas funcionam até às 22 horas, os golpistas aproveitam para emitir cheques sem fundo em períodos que não seja possível checar se o documento é quente. Para os compradores que usam cheques, o superintendente da Delegacia de Estelionato aconselha que eles devem cruzar o documento e nominar a pessoa ou loja que irá recebê-lo.





