Guto Rocha
De Londrina



A criação de frangos caipiras pode ser uma alternativa de renda para pequenos produtores rurais, além de um complemento na alimentação da família rural. A proposta está sendo apresentada na Via Rural, instalada na Exposição 2000. Conhecida também com ‘‘fazendinha’’, a Via Rural tem uma área de 10 mil m2 onde estão montadas unidades demonstrativas de diversas atividades agropecuárias que podem servir de modelo para produtores de diversos tamanhos.
A unidade de criação de frango caipira traz animais da raça label rouge produzidas pela Globaves, de Cascavel. Segundo o técnico da empresa, Augustinho Eising, o label rouge foi originado do melhoramento genético realizado nos anos 80 na França. A raça foi introduzida no Brasil há cerca de cinco anos e, segundo ele, por sua rusticidade e alta produtividade teve boa aceitação entre os produtores.
Eising afirma que a Globaves produz um média de 1 milhão de pintinhos de label rouge por mês. ‘‘As aves são comercializadas em casas de produtores agropecuário, principalmente para pequenos produtores’’, comenta.
Ele conta que a raça apresenta dupla aptidão, ou seja, pode ser criada tanto para postura de ovos ou para o fornecimento de carne. Neste último caso, o macho pode ser levado para o abate com apenas 90 dias, chegando atingir 2,8 quilos e a fêmeas com 100 dias, podem alcançar os 2,5 kg.
Já as galinhas destinadas para a postura de ovos começam a produzir a partir da 18ª semana de vida. Eising afirma que uma ave chega a produzir entre 180 e 200 ovos durante o seu ciclo produtivo, que é de um ano. ‘‘Depois deste período, a produção cai, e o ideal é que a ave seja utilizada como fornecedora de carne’’, comenta.
Eising observa que a grande vantagem é que estas aves podem ser criadas em regime de pasto. ‘‘Só nos primeiros 30 dias é que os pintinhos devem ficar confinados’’, aconselha. Passado este período, os frangos podem ter sua alimentação feita com ração e matéria verde obtidas em pastagens. ‘‘Muitos produtores de verduras também utilizam os restos de produção para alimentar suas aves’’, comenta, observando que com isso é possível reduzir em pelo menos 40% o volume de ração.
Quanto à sanidade dos animais, o técnico da Globaves afirma que as aves devem ser desverminadas aos 40 dias e 70 dias de idade. ‘‘Depois é só alimentação de qualidade e muita sombra’’, comentou.

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