Fazendeiro contesta sem-terra
Marcos Zanatta
O proprietário da fazenda Água da Prata em Querência do Norte, Augusto Ferreira Neto, de Ponta Grossa, disse que antes mesmo da Polícia Federal receber as armas encontradas na propriedade, já estava com a documentação nas mãos. Ele contesta as informações passadas pelos sem-terra, de que as armas são contrabandeadas e semelhantes às escopetas que estavam em poder dos pistoleiros que desocuparam as fazendas Boa Sorte e Santo Ângelo, em Marilena. No despejo violento, um sem-terra foi morto e dois feridos.
O rifle é um Huger norte-americano, e a escopeta Matec, fabricada pela CBC. As duas armas com registro, garantiu. Os capuzes e camisetas pretas encontradas na propriedade, segundo Ferreira Neto, provavelmente foram deixados pelo pessoal de uma empresa de vigilância contratada para cuidar da área. Ele lembra que, na primeira invasão, no dia 13 de maio do ano passado, ficou na mira de um sem-terra. Depois do episódio, os funcionários ficaram com medo e, por isso, contratou seguranças.
Ferreira Neto diz que está negociando com o Incra a saída dos sem-terra da área, e lamenta que os coordenadores do MST não deixem os funcionários entrar na fazenda para tratar do gado e cuidar da lavoura. São 2,2 mil animais e 30 alqueires de arroz irrigado. O próprio presidente do Incra (Milton Selligman), disse para a gente que não tem interesse na fazenda, que é muito cara, e deixou a Maria de Oliveira cuidando de negociar a saída dos sem-terra, afirmou. No final da semana passada, Maria de Oliveira esteve em Paranavaí onde discutiu o cadastramento de sem-terra.





