Dimitri do Valle
De Curitiba
Os 25 quilômetros de BR-116 entre Curitiba e Fazenda Rio Grande estão em estado precário. Os usuários que mais sentem os problemas da estrada são os moradores do município que precisam se deslocar diariamente para trabalhar na capital. O prefeito de Fazenda Rio Grande, Celso Rocha, emitiu ontem nota oficial para pedir ao Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) mais reparos na rodovia.
‘‘A estrada está abandonada e os perigos vêm aumentando, com a deterioração da malha asfáltica’’, reclamou Rocha. O prefeito citou que a erosão já ameaça o acostamento da pista no quilômetro 119,6 depois da ponte sobre o rio Maurício. Outro problema é o desmoronamento do terreno de sustentação da pista no quilômetro 123. Falhas como estas, segundo ele, têm provocado em média um acidente a cada três dias entre Curitiba e Fazenda Rio Grande.
Em tom de ironia, Rocha pediu que o ministro Eliseu Padilha (Transportes) venha percorrer a 116 para constatar que ela necessita de modificações urgentes para não causar uma tragédia.
De acordo com a assessoria de imprensa do DNER, ‘‘não houve abandono da 116’’. Obras de reparos foram feitas, conforme a assessoria, até o município de União da Vitória, na divisa com Santa Catarina. O DNER esclareceu que neste ano não foi possível realizar serviços mais complexos porque não houve dotação orçamentária, o que pode ocorrer no próximo ano. ‘‘A estrada está sendo mantida de acordo com os recursos federais disponíveis’’, informou.
A rodovia está sendo alvo de uma análise para fins de privatização. Antes de entregá-la a empresas, o DNER deve providenciar, provavelmente em 2000, as restaurações necessárias na estrada que faz parte do Corredor Mercosul.

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