A Fazenda Doralúcia, de 360 alqueires, foi ocupada pela primeira vez pelos sem-terra em 7 de dezembro do ano passado. Os proprietários da área tiveram o pedido de reintegração de posse negado pelo juíza de Paranacity (66 quilômetros ao norte de Maringá), Márcia Andrade Gomes Bosso.
Ainda em dezembro, o Tribunal de Justiça do Paraná deu liminar favorável ao pedido de reintegração, ordenando a retirada dos sem-terra da área.
A juíza Márcia Bosso explica que como existia um compromisso do Incra em fazer a vistoria a curto prazo, os proprietários concordaram em suspender o despejo. ‘‘Eles já tinham inclusive autorização da Secretaria de Segurança Pública para deslocar tropas para a retirada dos sem-terra’’, revelou ela. Os sem-terra acabaram saindo pacificamente da área, montando acampamento na estrada de acesso à propriedade.
A expectativa do MST era que o Incra concluísse a vistoria no prazo determinado, no dia 17 de março. Como o resultado não saiu, no dia 19 de abril parte das famílias voltou para dentro da propriedade.
Na segunda-feira, a superintendente do Incra, Maria de Oliveira, prometeu estar na fazenda Doralúcia para conversar com os sem-terra. O laudo final da vistoria, segundo o Incra, deve sair até a próxima quarta-feira, mas funcionários do órgão adiantaram ontem que existe uma negociação para a compra da fazenda para o assentamento dos sem-terra.

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