Para o diretor de operações da Companhia de Trânsito e Urbanização (CMTU), Fábio Reali, a terceirização dos serviços de coleta de lixo e varrição é o que tem garantido a limpeza da cidade. ''Se não fosse isso a cidade estaria o caos'', declara.
De acordo com Reali, a companhia encampou alguns serviços que normalmente seriam feitos por outras secretarias, como a operação tapa-buracos, a manutenção do petit pavê e a troca de lâmpadas no Calçadão.
Pelo menos R$ 15 milhões deixaram de ser arrecadados pela Prefeitura desde o início da greve, calcula o secretário municipal de Finanças, Wilson Sella. Segundo ele, a primeira parcela do décimo terceiro salário dos empregados do Município, que deveria ter sido paga em agosto, está atrasada e não há perspectivas de pagamento da segunda parcela, em dezembro, se a greve continuar.
Para Sella, outra questão importante é o prejuízo que a população tem sofrido ao buscar os serviços oferecidos pela secretaria, como emissão de certidões negativas e alvarás. ''Em parceria com o Serviço de Apoio à Pequena Empresa (Sebrae), conseguimos emitir alvarás pela internet'', assinala o secretario, ressaltando que a cobrança da dívida ativa ''é o serviço que está mais prejudicado''.
De acordo com Sella, a folha de pagamento, até agora, está em dia, ''mas o planejamento orçamentário da secretaria contava com os recursos das dívidas ativas'', argumenta. Até julho, as despesas municipais foram pagas com os recursos arrecadados em impostos, ''mas o décimo terceiro e as contas do resto do ano dependem do dinheiro que vem das dívidas ativas'', diz o secretário. Para ele, os 15% de servidores em greve ''só comprometem os 85% que querem trabalhar'', conclui. (M.G.)

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