Faxina no Passeio Público
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Cláudia Palaci<br>Equipe da Folha 
Os três lagos do Passeio Público, no Centro, estarão limpos e com um moderno sistema de filtragem dentro de aproximadamente 30 dias. A última limpeza no parque foi feita foi há 10 anos.
Desde a semana passada, biólogos da prefeitura recolhem animais aquáticos para que seja feita a drenagem da água. Máquinas de sucção já começaram a tirar o lodo do fundo do primeiro tanque. Com este procedimento, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente pretende reduzir a concentração de detritos orgânicos na água, melhorando a oxigenação e o aspecto esverdeado.
Cerca de 30 cágados e tartarugas, e 500 tilápias e traíras já foram encontrados durante a operação de resgate. Aos poucos os animais são transferidos para o Museu de História Natural e ficarão lá até o retorno para o parque. Segundo o biólogo Júlio César de Moura Leite, os animais estão saudáveis aparentemente, mas passarão por análise parasitológica.
De acordo com Leite, os cágados e tartarugas que habitam o Passeio Público receberão microchip para monitoramento e pesquisa dos indivíduos. "A partir de uma contagem dos bichos e anotação do peso e medidas, vamos acompanhar o desenvolvimento de cada um", afirma o biólogo.
A expectativa dos biólogos é encontrar nos lagos uma espécie de cágado ameaçada de extinção, a Phrynops williamsi, natural da bacia do Iguaçu. Outras espécies de cágados habitam os lagos do Passeio, como os exóticos tigres dágua e cágado de pescoço de cobra.
De acordo com a bióloga do zoológico, Tereza Cristina Margarido, a água dos lagos é de boa qualidade porque não recebe esgoto, mas a instalação de cinco filtros é extremamente necessária. "Nossa expectativa é que o processo de decomposição de matéria orgânica como folhas e galhos seja menor e a água conserve-se limpa por mais tempo para o bem dos animais", conta.
Além dos filtros, serão colocados também aeradores para movimentar e oxigenar a água.


