O diretor técnico da Cohab de Londrina, Rosalmir Moreira, calcula que até o final da administração atual, a companhia terá investido cerca de R$ 50 milhões em projetos de urbanização na cidade. Segundo ele, quase 100% dos assentamentos já foram urbanizados.
As principais benfeitorias realizadas até agora envolvem os jardins São Jorge, João Turquino e Maracanã, que foram entregues. Já as obras dos jardins dos Campos, Felicidade, Primavera, Monte Cristo, São Marcos, Vale do Sol e Vale da Lua ainda estão em fase de contratação dos serviços.
Para Moreira, a velocidade de formação de favelas é inversamente proporcional à velocidade dos projetos de urbanização da Prefeitura, que prioriza as famílias que já estão na lista da Cohab. ''É complicado deslocar essas pessoas para outras localidades.''
Além da infra-estrutura para a urbanização, a Companhia regulariza a situação das famílias, entregando a escritura dos imóveis.
Dados da Cohab indicam ainda a existência de pelo menos 65 bolsões de pobreza em Londrina. Nesses locais, vivem mais de 45 mil pessoas.
A mais populosa das favelas urbanizadas é o Jardim Nossa Senhora da Paz (Zona Oeste) onde vivem 1,4 mil pessoas. As outras são o Jardim Novo Perobal (Zona Sul) com 1,2 mil habitantes e o Jardim Nova Conquista (Zona Leste), com cerca 750 moradores.
Das 33 ocupações irregulares da cidade, 63% são fundos de vale, que por serem áreas de preservação permanente não podem ser regularizadas, mesmo contando com redes de água e luz. Mas, segundo Moreira, casos em que há riscos para a segurança da população ou quando o terreno ocupado é de propriedade particular são outros entraves para a regularização das áreas. (M.G.)

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