Fatos históricos marcam tradição dos anéis
PUBLICAÇÃO
sábado, 12 de março de 2005
Dinah Bueno Pezzolo<br> Agência Estado 
O hábito de dar um anel de noivado à noiva, quando o compromisso é assumido, nasceu das palavras do Papa Inocente III, no século 3, quando ele declarou ser necessário um período de espera entre o pedido de casamento e a realização do matrimônio. Desde então, a decisão tomada pelo casal passou a tornar-se pública pelo uso do anel de noivado.
Por tradição, esse anel deve conter um diamante, e é colocado no dedo anular da mão esquerda (no Brasil, é a mão direita). Esse fato tem raízes na história. Em 17 de agosto de 1477, o imperador Maximiliano, da Áustria, ao pedir Marie de Bourgogne em casamento, ofereceu-lhe um anel com diamantes, e colocou-o no terceiro dedo de sua mão esquerda.
Dizem ter sido esse dedo o escolhido pelo fato de passar por ele um vaso sanguíneo com ligação próxima ao coração. O ato é romântico, mas a medicina não apóia a teoria. Maximiliano pode ter pensado na proteção da jóia, já que os dedos indicador e médio são bem mais ativos. Pela mesma razão, a mão esquerda foi escolhida a direita movimenta-se muito mais.
E por que diamantes? Pelo fato de essa pedra ser eterna, indestrutível, e possuir uma misteriosa luminosidade associada à paixão, ao amor. O anel de noivado enfeitado com um ou mais brilhantes tornou-se uma tradição.
A aliança é um anel circular, sem começo nem fim, perfeito para simbolizar a união contínua, perene, perfeita entre dois seres. Dois mil anos antes de Cristo, os faraós já o adotavam como símbolo da eternidade, mas foi só na época romana que a aliança passou a ser usada como promessa pública de honrar um contrato de casamento.
Houve tempos em que as alianças de ouro eram enfeitadas com pedras coloridas como rubis, esmeraldas ou safiras. Isso se deu nos séculos 15 e 16, época das grandes viagens, descobertas, trocas comerciais. O diamante, entretanto, venceu todas e, até hoje, se mantém imbatível, eterno.


