Alguns acontecimentos históricos e desastres reforçam a má fama de agosto. Foi em agosto o massacre de São Bartolomeu por Catarina de Medici, em 1572; o primeiro homem eletrocutado numa cadeira elétrica, em 1890; o início da 1 Guerra Mundial, em 1914; a ascensão de Hitler ao governo alemão, em 1932, que culminou no início da 2 Guerra, em 1939; a destruição de Hiroshima e Nagasaki pela bomba atômica, em 1945; a construção do Muro de Berlim, em 1961, e o início da guerra entre católicos e protestantes na Irlanda do Norte, em 1968.
Por aqui, a superstição vem desde a colonização: as mulheres portuguesas nunca se casavam em agosto, pois era a época em que os navios das expedições zarpavam à procura de novas terras: casar em agosto significava ficar só, sem lua de mel e, às vezes, viúva. Também foi em agosto que Getúlio Vargas se matou e que Juscelino Kubitschek morreu num acidente de carro. E não dá para esquecer a fama de mês do cachorro louco, quando a vacinação canina é intensificada para prevenir a raiva. (M.G.)

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