Fator étnico pode ter influência em índices favoráveis em Rondon
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quinta-feira, 10 de setembro de 1998
Paulo Pegoraro 
Os elevados índices em desenvolvimento social obtidos em Marechal Cândido Rondon (90 quilômetros a oeste de Cascavel) podem ser explicados por ações públicas e a estrutura comunitária que ali existe, mas também pela colonização do município. Mais de 80% dos cerca de 38 mil habitantes são descendentes de alemães.
Reconhecidamente, alemães e outras etnias européias valorizam hábitos alimentares, cuidados em saneamento e com a formação educacional. Estes fatores resultam no terceiro lugar na classificação geral no Estado - primeiro em longevidade (expectativa de vida de 71,8 anos) e taxa de mortalidade infantil, e terceiro em educação.
O prefeito Ariston Limberger (PMDB), descendente de alemãe relata que o município mantém 29 escolas de 1ª a 4ª séries, com mais de 4 mil alunos e 220 professores.
Entre os programas especiais, está o de Aceleração de Aprendizagem; o transporte escolar, que beneficia 3,4 mil alunos; e computadores manuseados por 1.370 alunos em 13 escolas. A merenda escolar serve oito mil refeições por dia, com vinte cardápios diferentes, segundo a secretária de Educação, Shirley Piccioni.
No setor de saúde, há postos no interior e nos bairros, e uma unidade que atende 24 horas. O secretário de Saúde, Ivan Morozov, relata que há programas específicos para mães e gestantes (pré-natal) e de prevenção ao câncer ginecológico. Morozov destaca as ações públicas, voltadas à saúde e educação, mas destaca a descendência germânica da população como fator importante para os índices de desenvolvimento social aferidos.


