Fascículos e encartes são 25% do faturamento
Fascículos e encartes
são 25% do faturamento
Atualmente, o mercado de fascículos e encartes representa 25% do faturamento do parque editorial brasileiro. É um segmento que deve ser mais explorado, tamanha é a demanda reprimida em leitura no mercado nacional, avalia o presidente da Câmara Brasileira do Livro, Raul Wasserman. Hoje, o Brasil produz mais de sete milhões de exemplares por ano.
Wasserman considera positivo o crescimento do mercado de fascísculos, como estímulo ao hábito de leitura. Segundo ele, o brasileiro lê muito pouco, frente ao tamanho de sua população. Por ano, cada habitante adquire dois livros. A baixa alfabetização e o escasso incentivo das escolas pela leitura - e também dos pais -, coloca o nosso país num posição inferior a países como a Argentina, em que cada pessoa compra cinco livros por ano, diz.
Mesmo com este quadro negativo, o Brasil ainda é o oitavo parque editorial do mundo, produzindo 53% do volume editado na América Latina. Por causa das disparidades sociais, a venda dos livros está concentrada em alguns pólos, como a região Sul-Sudeste, em que a média nacional sobe para 2,5 livros por ano, comenta. Acredito que se houver um esforço em estimular as crianças, seja pela distribuição de brindes ou pelo hábito da coleção, podemos no futuro, facilmente, dobrar a nossa média, finaliza.





