DivulgaçãoTrabalho dos agentes reduz sofrimento de quem não tem para onde irCom o frio das duas últimas semanas, aumentou o trabalho de atendimento à população que vive nas ruas de Curitiba. A equipe de Educadores de Rua da Fundação de Ação Social (FAS), que recolhe as pessoas que não têm para onde ir, tem atendido uma média de 20 solicitações por dia. Outras 40 pessoas procuram o serviço espontaneamente na FAS-SOS, na Rua Conselheiro Laurindo.
Apesar do aumento, o movimento ainda é considerado pequeno: o albergue da FAS-SOS, por exemplo, que dispõe de 64 vagas, não chegou a ficar lotado. Nos dias mais frios 55 pessoas foram albergadas. ‘‘A procura aumenta bastante quando o frio está associado à chuva. Quando o tempo está seco, muitas pessoas preferem ficar na rua mesmo’’, conta a responsável pela FAS-SOS, Vanessa Bond de Andrade.
- Para o inverno, a FAS dispõe de mais de 600 vagas em prédios próprios, albergues e asilos conveniados. É quase o dobro da estrutura normal. Todos os equipamentos da Fundação poderão ser direcionados para receber os carentes caso a procura aumente.
Vanessa explica que o recolhimento somente é feito de acordo com a vontade das pessoas. A equipe de Educadores, composta por 12 técnicos, faz a abordagem. Todos os dias a equipe percorre a cidade. O atendimento também pode ser solicitado pelo telefone 350-8899 em qualquer horário do dia ou da noite.
Quando a pessoa concorda em ser recolhida, é encaminhada à FAS-SOS para o serviço de triagem. Depois da entrevista, ela é encaminhada a algum equipamento (asilo, albergue, hospital). No albergue da FAS-SOS ela pode tomar banho e passa por uma avaliação médica. À noite é servido o jantar (sopa e pão).
Doações - Para ampliar a assistência aos carentes durante o inverno, a FAS está recebendo doações de roupas, cobertores e calçados. Com a parceria de empresas, do governo estadual e do Instituto Pró-Cidadania foram recolhidas quase três toneladas de agasalho no último mês. Os agasalhos serão distribuídos às pessoas atendidas pela FAS-SOS e por outros programas oficiais, como creches e escolas, a entidades sociais e famílias carentes da cidade.

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