O delegado do Grupo Especial de Repressão à Roubo (Gerab) Ézio Vicente da Silva afirma que farmácias de Curitiba estariam comprando medicamentos roubados, incentivando assim os assaltos. Ontem, os policiais do Gerab informaram que detiveram o proprietário da Farmácia Renata, Antônio José Moreira, preso com 30 caixas de remédios que pertenciam à Distribuidora de Medicamentos Santa Cruz. Moreira foi liberado mais tarde, após conseguir um habeas-corpus.
Ézio conta que a polícia soube da venda de produtos roubados quando tentava capturar assaltantes de bancos. Através de uma denúncia, os investigadores souberam que a Farmácia Renata estava descarregando remédios durante a madrugada da última quinta-feira. A investigação revelou que o proprietário já tinha sido preso há dois anos por receptação de remédios roubados.
‘‘Foi quando encontramos, no sotão da casa de Antônio Moreira, que é geminada à farmácia, caixas de medicamentos com o timbre da Santa Cruz’’, disse. Entre os produtos apreendidos havia anti-depressivos, como Lexotan, Somalium, Dalmadrom, todos com tarja preta, o que indicam a necessidade de venda com a apreensão da receita. Antônio Moreira disse à polícia que comprou os remédios de uma pessoa chamada André, que teria feito a venda em Garuva (SC), no último dia 12. A compra dos produtos aconteceu no mesmo dia em que um caminhão da Distribuidora Santa Cruz, dirigido por André, foi assaltado. A carga estaria avaliada em R$ 40 mil.
‘‘Os medicamentos vão ser devolvidos para a distribuidora lesada’’, disse o delegado Ézio da Silva. Segundo informações da distribuidora Santa Cruz, repassada à Polícia Civil, os remédios seriam verdadeiros (não-falsificados), tendo inclusive a nota fiscal dos laboratórios.

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