Depois dos escândalos da falsificação dos medicamentos industrializados, surge a dúvida sobre a qualidade dos remédios manipulados. O Ministério da Saúde anunciou na semana passada que intensificaria a fiscalização nas farmácias de manipulação averiguar a qualidade dos produtos.
Apesar do anúncio, as secretarias da Saúde do Estado e de Curitiba não foram comunicadas oficialmente sobre o trabalho. Yumie Murakami, farmacêutica da Vigilância Sanitária de Curitiba, diz que não existe uma legislação específica sobre o comércio de medicamentos manipulados. Mesmo assim, ela diz que, a princípio, os curitibanos que consomem produtos manipulados não têm motivos para se preocupar. ‘‘O mercado que atua na cidade é legalizado, o que nos faz concluir que realizam um trabalho de qualidade’’, afirma.
Em Curitiba existem 39 farmácias de manipulação, que produzem principalmente produtos dermatológicos. Segundo a Vigilância Sanitária, todos eles são fiscalizados pelo menos uma vez por ano. Além disso, as visitas podem acontecer com base em denúncias da população.
De janeiro até ontem, a vigilância recebeu menos de seis denúncias, segundo Yumie. Os casos tratam de reclamações de pessoas que desconfiavam da ausência ou da quantidade errada de algum princípio. Apesar de não poder fazer uma análise do remédio, a vigilância costuma visitar o estabelecimento para ver se o produto foi avaliado pelo farmacêutico responsável e averiguar a forma de produção.

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