Farmácia vende aspirina estragada
Lino Ramos
De Londrina
A coloração estranha de um envelope de aspirina efervescente fabricado pela Bayer S/A, de São Paulo, supreendeu a psicóloga Elisabete Fernandes Mussalam, residente no bairro Aeroporto, zona leste de Londrina. O medicamento contém os ácidos acetilsalisílico e ácido ascórbico (vitamina C), sendo comercializada em um comprimido branco. Mas o produto com o lote 8643A e com validade até junho de 2001, adquirido por Elisabete, tinha aparência escura e um odor parecido com o cheiro de vinagre.
A psicóloga havia comprado o produto para a filha Kamila, 19 anos, que está gripada, mas acabou dispensando a medicação. A cor do remédio é branco mas esse está marrom. Vou pedir uma análise ao Ministério da Saúde.
Na farmácia Capsfarma, onde Elisabete Mussalam comprou o produto, a farmacêutica Daniela Boim Dalos explicou que é comum ocorrer oxidação com o ácido ascórbico quando a embalagem do produto é violado, permitindo o contato com o ar. Com isso o medicamento perde o seu efeito.
O gerente de Comunicação Empresarial da Bayer, Eckart Michael Pohl, confirmou que a aspirina efervescente pode escurecer se o ácido ascórbico entrar em contato com o ar. Isso pode ocorrer se houver microfuros na embalagem ou se a a própria embalagem for aberta de forma inadequada. Eckart Pohl afirmou que a Bayer iria entrar em contato com a consumidora.





