Farmácia pode retomar venda de produtos de conveniência
A rede Drogamed retomou a venda de produtos de conveniência no sistema de drugstore - alimentos e refrigerantes, entre outros - na noite de terça-feira. Esses produtos haviam sido interditados em 14 lojas de Curitiba por fiscais da Vigilância Sanitária, no dia 20 de janeiro. A retomada da comercialização foi resultado de um acordo entre a Drogamed e a Procuradoria Geral do Município, baseado na resolução número 01/98. A resolução, assinada no dia 28 do mês passado pelo secretário municipal da Saúde, Luciano Ducci, regulamenta o funcionamento de farmácias anexas à lojas de conveniência e supermercados, conforme especifica a lei federal 5.991/73.
A resolução determina que a área destinada à farmácia, que deverá ter pelo menos 30 metros quadrados, precisa estar delimitada por paredes com altura mínima de dois metros, em material liso e lavável e com ventilação. A rede, que tem prazo de 60 dias para se adequar - a contar de 1º de fevereiro - gastará R$ 250 mil na modificação das 39 lojas da Grande Curitiba e Litoral com a instalação de divisórias de vidro.
O diretor financeiro da rede Drogamed, Pedro de Paula Filho, disse que a ação judicial que tramita da 3ª Vara da Fazenda Pública, sobre o direito de vender produtos de conveniência, será suspensa por 60 dias. A diretora do Centro de Saúde Ambiental, Margarida Lenzi, disse que a resolução orienta melhor o entendimento da lei. A Drogamed entrou com um pedido de adequação e esperamos que seja cumprido.
Opinião - O florista Esidoro Ponte Winiarski, de 17 anos, é a favor da venda de produtos de conveniência nas drogarias e sempre vai à Drogamed para comprar refrigerantes. O técnico em estradas José Manoel de Almeida, de 53 anos, também aprovou à retomada das vendas. Ele vai à drogariaria diariamente para comprar pão e leite. Eu nunca fui à drogaria para comprar pão e acabei levando remédios. O que ocorre é procurar o local para comprar um medicamento e levar outro produto que falta em casa, disse.Mauro FrassonO consumidor José Almeida aprova a venda dos produtosAndrea Vendramini





