Farmácia faz acordo para vender
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sexta-feira, 29 de janeiro de 1999
Mauro FrassonDrogamed: sem conveniênciasAndrea Vendramini 
A rede Drogamed deve oficializar um acordo, no início da próxima semana, com a Procuradoria Geral de Curitiba para comercializar alimentos, sucos, sorvetes e revistas, entre outros produtos de conveniência. Fiscais da Vigilância Sanitária interditaram produtos desse tipo em 10 lojas da Capital. A rede estima um prejuízo de cerca de R$ 2 milhões desde o dia 20 de janeiro, data da primeira interdição.
O assessor jurídico da Drogamed, Clínio Lyra, disse que o acordo prevê a manutenção da venda dos produtos, mas segundo alguns critérios. Esperamos que o acordo seja oficializado na segunda ou terça-feira, disse.
O secretário municipal da Saúde, Luciano Ducci, assinou nesta semana a resolução 01/99, que regulamenta a instalação de lojas de conveniência junto a farmácias, conforme especifica a lei federal 5.991/73. De acordo com a resolução, as farmácias devem apresentar um projeto arquitetônico à Vigilância Sanitária para obter uma autorização para vender os produtos. A área mínima exigida é de 30 metros quadrados, isolada do restante por paredes com altura mínima de dois metros.
O presidente da Drogamed, Aparecido Camargo, estima que a suspensão definitiva da comercialização dos produtos de conveniência comprometeria 30% do faturamento e forçaria a demissão de 600 dos 1.550 funcionários empregados nas 80 lojas do Paraná.


