Cristiane Lima Fujita, presidente da Associação dos Farmacêuticos de Londrina, explica que a preocupação do governo deveria recair sobre a qualidade deste novo mercado de medicamentos. ''Recebemos muita reclamação sobre genéricos que não oferecem resultado. Todas as indústrias dizem que estão fazendo testes nos seus medicamentos, mas eu duvido'', afirma. A presidente afirma que o Brasil deveria desenvolver mais políticas públicas de fornecimento de genéricos com qualidade. ''Aqui, remédio ainda é caro pelo baixo poder aquisitivo da população'', critica.
Tito do Valle, coordenador do Procon de Londrina, diz que toda resolução que vise oferecer remédios melhores a preços mais acessíveis é sempre benéfica e explica que o comportamento do consumidor ante essa nova realidade deve ser o usual. ''Os pacientes de produtos de uso contínuo devem sempre pesquisar preços. De resto, o governo não pode nunca perder de vista o preço do genérico, não pode deixá-lo à mercê da lei da oferta e da procura. Há muita gente que depende desse tipo de medicamento'', afirma o Valle.

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