A rede Drogamed destacou em Curitiba três farmacêuticas para orientar a população sobre medicamentos falsos. A operação começou ontem, e vai até amanhã, no Sesc da Esquina, das 11h às 13h30. Diariamente, passam 1.200 pessoas pelo Sesc neste horário. Além de tirar as dúvidas com as profissionais, as pessoas podem levar para casa um folheto explicativo sobre o assunto.
Para evitar os remédios falsificados, o consumidor deve verificar se a embalagem apresenta o nome do produto de forma legível, não está danificada, tem validade e número do registro no Ministério da Saúde. O nome do farmacêutico responsável e o número de sua inscrição no Conselho Regional de Farmácia também devem estar na embalagem. O registro deve ser do mesmo Estado em que a fábrica do medicamento está instalada.
O consumidor também deve prestar atenção na qualidade do papel da bula e na impressão. ‘‘As bulas dos remédios falsificados geralmente são fotocópias’’, disse a supervisora técnica da Drogamed, a farmacêutica Sandra Kuniyoshi. Remédios como soros e xaropes devem vir com lacre.
O número do lote impresso na embalagem deve ser o mesmo do frasco ou cartela interna, mas há exceções. Ontem, as farmacêuticas mostraram alguns remédios verdadeiros que apresentam número de lotes diferentes entre a caixa e a embalagem interna. O Lindisc Duo (reposição hormonal), da Berlimed, é um deles. ‘‘O produto é importado, mas a embalagem é feita no Brasil. Por isso, os lotes são diferentes.’’
Na hora de comprar um medicamento, o consumidor não precisa estranhar se a embalagem estiver com cores ou letreiros diferentes. Alguns laboratórios estão fazendo modificações para garantir maior segurança. O Renitec (hipertensão), da Merck Sharp & Dohme, mudou de caixa e de embalagem interna. O Frademicina (antibiótico), da Pharmacia & Upjohn, também mudou de embalagem.
Todos os remédios do laboratório Smithkline, como o Amoxil (antibiótico), têm uma garantia a mais para o consumidor. Para saber se eles são verdadeiros, a pessoa deve raspar a ‘orelha’ da caixa com uma chave e verificar se aparecem marcas d’água (impressões em baixo relevo semelhantes às encontradas nas cédulas de dinheiro).
Em caso de dúvidas ou irregularidades, o consumidor pode ligar para o Disque Saúde, do Ministério da Saúde (0800-611997), para o serviço de atendimento gratuito ao consumidor do laboratório (o número vem impresso na caixa do medicamento), ou procurar as Delegacias de Repressão a Crimes Contra a Saúde Pública da Polícia Federal e a Secretaria da Saúde local.

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