Da Sucursal
O reitor da UFPR, José Henrique de Faria, negou ontem que o afastamento do cardiologista Mário Sérgio Cerci, da direção do Hospital das Clínicas, tenha qualquer relação com a disputa pela sucessão na reitoria da universidade. ‘‘O afastamento foi uma decisão puramente administrativa’’, garantiu Faria. Reportagem publicada ontem pela Folha revelou que funcionários e professores da UFPR atribuem o afastamento de Cerci ao destaque conquistado por ele com a mobilização da comunidade em torno da crise do HC.
Segundo esses funcionários, Cerci estava sendo apontado como um dos nomes mais fortes para a sucessão de Faria. Esse crescimento do apoio ao ex-diretor do HC teria suscitado preocupação no atual reitor, que segundo os funcionários, sonha em reeleger-se para o cargo ou fazer seu sucessor.
O reitor admite que sua sucessão já está mobilizando setores da universidade, mas nega que tenha responsabilidade sobre esse processo. ‘‘Algumas pessoas que pensam em se candidatar estão tentando criar um conflito que não existe’’, comentou ele, sem querer apontar quem seriam os pré-candidatos.
Eleito em 93 para um mandato que termina em abril de 98, Faria afirma que não tem interesse em reeleger-se para o cargo, mesmo que isso fosse permitido por lei. Segundo ele, a possibilidade de reeleição foi aprovada em 94, mas vale apenas para os próximos ocupantes do cargo. ‘‘Pretendo retomar minhas atividades acadêmicas’’, diz ele. A eleição do novo reitor da UFPR deve acontecer em outubro ou novembro deste ano.

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