FAP conclui na sexta sindicância sobre bomba
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segunda-feira, 12 de julho de 2004
Guilherme Gouveia<br> Reportagem Local 
Apucarana A diretoria geral da Faculdade Apucarana (FAP) estabeleceu prazo final para a conclusão da sindicância que apura a explosão de uma bomba caseira em um dos banheiros da instituição. A comissão tem até sexta-feira para apresentar o resultado da investigação. O fato ocorreu no dia 1º de junho e provocou o desmaio da aluna de Ciências Biológicas, Mariza da Silva.
Segundo o professor de fisioterapia André Zago, um dos integrantes da comissão de sindicância, quatro testemunhas já foram ouvidas. ''São pessoas que estiveram perto do local quando a bomba explodiu, mas não estão envolvidas diretamente'', adiantou. O incidente não provocou danos materiais, nem ocasionou problemas graves de saúde na estudante. Zago disse que, até como medida de segurança, a comissão decidiu manter em sigilo o que foi apurado até agora. No entanto, antecipou que o encerramento dos trabalhos depende apenas do depoimento de mais duas pessoas. ''Temos suspeitas que o responsável pela explosão seja uma destas duas pessoas'', disse.
A Polícia Civil continua investigando o caso, mas também ainda não apresentou novidades. Segundo o delegado-chefe da 9 Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana, Acácio de Azevedo, a solução do episódio depende sobretudo da conclusão da sindicância realizada na instituição. ''Estamos aguardando um cópia da sindicância para ter mais detalhes sobre o caso. Não tivemos oportunidade de fazer uma perícia porque a polícia foi comunicada do incidente muito tempo depois'', lamentou.
Logo após os primeiros dias da explosão, a polícia suspeitava que alguns soldados do 15º Batalhão de Infantaria Motorizada (BIM), que estudam na FAP, estariam envolvidos. Ontem, porém, Acácio praticamente descartou a possibilidade. Uma investigação interna do BIM, conduzida pelo próprio comando, não teria apurado algo de concreto. ''Esta informação é extra-oficial, mas ficamos sabendo que o quartel não conseguiu identificar ninguém'', argumentou o delegado.
A Polícia Militar também foi convocada para prestar esclarecimentos. Alguns policiais, que estiveram no local minutos depois da explosão, disseram ao delegado que não viram suspeitos na ocasião.


