Mais de três mil alunos de escolas municipais da Zona Norte de Londrina vão aprender a preservar o ambiente de uma forma diferente. O projeto é da empresa de embalagens Dixie Toga, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, e leva um teatro de fantoches para os pátios dos colégios para chamar a atenção das crianças. ''Pesquisas mostram que alunos entre 1 e 4 séries aprendem mais com atividades lúdicas'', afirma a coordenadora de comunicação da empresa Daniella Lopes.
Ontem, as escolas Nara Manella e Professor Moacyr Texeira foram as primeiras a receber a visita do grupo de atores do projeto que leva o nome de ''Arte com as mãos''. Assuntos como não poluir os rios, a importância de economizar água e preservar as matas foram debatidos com os alunos. ''O teatro explica bem mais fácil'', garante o estudante Renan Bueno, de sete anos. Hoje, as escolas visitadas serão Salim Aborinham e Professora Ruth Lemos.
No total, 10 escolas de Londrina foram beneficiadas pelo projeto. ''Como a empresa tem um política de educação, cultura e preservação do meio ambiente, projetos como este percorrem todas as cidades onde atuamos'', explica Daniella. Até agora, cerca 19 mil crianças puderam assistir ao teatro nas cidades de Curitiba, Paranaguá e São Paulo. A vizinha cidade de Cambé também terá apresentações esta semana.
Segundo a assessora técnica de Arte da Secretaria de Educação, Olélia Oricolli de Oliveira, todos os dias são realizadas duas apresentações por escola. ''Toda linguagem artísitca facilita a leitura do mundo'', justifica. E foi durante a encenação que a estudante Gabriela de Fonseca, de sete anos, percebeu pequenos hábitos que são errados. ''Às vezes sem querer a gente pica papel e joga no chão. Então, minha mãe pede para pegar e por no lixo'', relata.
Toda a estrutura e os materiais necessários para realização do teatro de fantoche são fornecidos pela Dixie Toga e a prefeitura fica responsável apenas pelo público. ''É muito bom que seja realizado nas escolas, pois às vezes temos dificuldade para levar os alunos para outro local'', afirma Olélia.

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