Nem todas as doenças de verão são de pele no Brasil. Há ainda dois grandes vilões que também preferem atacar nas férias, como fantasmas de quem sempre se deve ter receio: a intoxicação alimentar e a desidratação.
Não há fim de ano no Brasil sem pelo menos meia dúzia de intoxicações alimentares coletivas, geralmente causadas pela terrível maionese, um dos pratos preferidos servidos nas chamadas boas festas, em comemoração ao Natal e ao Ano Novo.
O problema da maionese, principalmente quando é feita em grandes quantidades, é que as altas temperaturas favorecem a fermentação natural de certos alimentos como a batata e a gema de ovo - que entram na sua preparação. Se tudo não estiver dentro dos mais rígidos padrões de higiene vem a intoxicação.
O controle da qualidade da água e dos alimentos deve ser maior no verão. Quando estiver embrenhado na mata e deparar com uma linda cachoeira, resista: Não há como saber se a água é de boa qualidade. O mesmo vale para os quitutes vendidos nas praias: por melhor que seja a aparência deles, é melhor não arriscar.
MicroorganismosA maioria dos problemas de intoxicação alimentar é decorrente da manipulação inadequada de alimentos de origem animal, como carnes - brancas ou vermelhas - leites e seus derivados. A Secretaria da Saúde do Paraná alerta que é ‘‘nos produtos caseiros que se encontram os maiores problemas de falta de higiene na manipulação, causando a presença de microorganismos que intoxicam as pessoas’’.
Cuidados simples devem sempre existir, como lavar as mãos com água e sabão antes de preparar os alimentos, usar somente recipientes bem lavados e secos, não deixar a comida exposta às moscas ou quaisquer outros animais, e acondicionar as sobras de maneira adequada podem evitar a doença.
Os sintomas da intoxicação alimentar são diarréia, náuseas, vômitos, cólicas violentas e febre, que podem culminar com o internamento hospitalar, uma vez que todas essas síndromes levam à desidratação.

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