Fani propõe subsídio de R$ 5 mil por mês para a Escola Oficina
Lino Ramos
De Londrina
A secretária da Criança e Assuntos da Família, Fani Lerner, disse ontem que reconhece a situação emergencial da Escola oficina de Londrina e reafirmou a disposição de pagar metade da dívida de R$ 64 mil da Associação da Criança e Adolescente de Londrina (Acalon), mantenedora da escola.
Em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação do Palácio Iguaçu, Fani Lerner informou que a Secri se compromete a oferecer um subsídio mensal de R$ 5 mil no próximo ano, até que a Acalon consiga a auto-sustentação da Escola Oficina. A nota atribui parte da resposabilidade pela instituição à Prefeitura de Londrina. A Acalon é uma entidade particular, sediada no município de Londrina, portanto a prefeitura e a direção da própria entidade são responsáveis pela sua manutenção, afirma a secretária.
Segundo Fani Lerner, existem 27 escolas semelhantes auto-sustentáveis no Paraná, com programação adequada ao Estatuto da Criança e do Adolescente. A nota distribuida pelo Palácio Iguaçu diz que a Acalon gasta R$ 174,00 mensais por aluno e no próximo ano aumentará essa depesa para R$ 277,00, enquanto outras unidades apresentam um custo menor: Mandaguari R$ 40,00, Clevelândia R$ 70,00 e Cascavel R$ 137,00.
Mas a presidente da Acalon, Leozita Baggio Vieira, afirmou que o custo por cada atendido pela escola, que está com 150 alunos, já é de R$ 247,00 neste ano. Aqui são 150 alunos em tempo integral, com diversas oficinas, banho e três refeições por dia. Não sei como funcionam essas outras escolas, rebateu.
Na segunda-feira, o prefeito Antonio Belinati (PFL) deverá participar de uma reunião com a Acalon e a Secretaria de Ação Social para discutir o assunto.





