Fanfarra infantil disputa hoje campeonato nacional
A Fanfarra Infantil Ruy Aprígio Barbosa, pertecente ao Colégio Estadual Conselheiro Carrão, de Assaí (36 km a leste de Londrina), é a única da categoria infantil classificada para representar o Paraná no 6º Campeonato Brasileiro de Bandas e Fanfarras, hoje, em São José dos Campos (SP). Mantida pela Associação de Pais e Mestres, compõe-se de 55 alunos do 1º grau com idades entre 6 e 14 anos. Formada em abril deste ano, visa criar hábitos de disciplina, resgatar o civismo, além de afastar o aluno da rua para não cair em vícios.
Faz parte da Federação Paranaense de Bandas e Fanfarras e, apesar de contar com poucos meses, já ganhou o primeiro lugar em dois campeonatos: em Curitiba e Mandirituba. Também apresentou-se em desfiles cívicos de Assaí e São Jerônimo da Serra e distrito de Pirapó, em Apucarana. Ensaia três vezes por semana com o maestro Walmor Marcos Faustino, de Apucarana, que atua também nos municípios de Jataizinho, São Sebastião da Amoreira e Nova Santa Bárbara, com fanfarras mantidas pelas prefeituras.
A Associação de Pais e Mestres mantém ainda uma banda marcial com 40 componentes, desde agosto de 97, com os mesmos objetivos da fanfarra infantil. Segundo o maestro Walmor, no início houve muita dificuldade na mudança de estilo de uma fanfarra tradicional. Apesar disso, em dezembro se apresentou com músicas natalinas no centro de Assaí, e em várias cidades da região, a convite da prefeitura.
Em setembro deste ano, o colégio realizou uma apresentação interna em memória de um antigo maestro municipal e, a partir daí, leva o nome de Banda Marcial Salvador Munhoz. Por sua vez, a fanfarra passou a chamar-se Fanfarra Infantil Ruy Aprígio Barboza em memória do ex-diretor do colégio, criador dessa atividade na época de sua gestão.
A Escola 12 de Outubro, ensino especial, sob manutenção da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), tem participado de eventos locais e da região com a apresentação de sua fanfarra, que reúne 24 alunos com idade entre 5 e 30 anos.
A diretora Hilda Maria das Graças Santos informou que a fanfarra foi formada em 97 e os instrumentos foram comprados com verba do Ministério da Educação e Cultura (MEC). Ela diferencia-se das outras fanfarras devido a inclusão do chocalho, triângulo e reco-reco. A fanfarra atua como uma das formas de terapia do aluno.
Segundo a direção, alguns alunos da escola especial já mostram melhoria no aprendizado, superando inseguranças, após a introdução da fanfarra.DivulgaçãoFanfarra da Apae: instrumentos ajudam a superar insegurançasTherezinha Thomaz





