Famílias vão aprender a separar lixo orgânico
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2004
<br> Reportagem Local 
Separar o lixo molhado e o lixo contaminado. Depois da coleta seletiva, a Prefeitura de Londrina quer agora investir na seleção do lixo orgânico. Nesta primeira quinzena de março começa um programa de capacitação de famílias que vão aprender a separar o lixo composto por restos de alimentos do lixo contaminado, que é formado por papéis higiênicos usados, fraldas descartáveis e absorventes, entre outros materiais. A prefeitura vai fornecer para cada família em treinamento, sacos de 50 litros, na cor laranja, para diferenciar os sacos verdes da coleta do lixo reciclado, que são de 100 litros.
O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, informou que o programa vai envolver inicialmente 1.200 residências do jardim Bancários e parque Alvorada (Zona Oeste). Para ele, a separação do lixo orgânico vai ensinar as famílias que todo o lixo restante da residência é reciclável, aumentando em cerca de 50% o volume de coleta atual dos reciclados naquela região. O trabalho será coordenado pela companhia e desenvolvido pela empresa Fossil Saneamento, responsável pela coleta de lixo no município.
A coleta seletiva em Londrina começou em 2001 com apenas três toneladas/dia de aproveitamento do lixo reciclável e hoje já ultrapassou o volume de 80 toneladas/dia. Como a cidade produz atualmente de 300 a 350 toneladas/dia de lixo, a quantidade que vem sendo reciclada, segundo a CMTU, já atingiu 25% do total, sendo um dos maiores índices proporcionais do país.
O programa de coleta seletiva envolve hoje mais de 500 famílias em Londrina, distribuídas em 24 organizações não-governamentais.


