Familiares que velaram as vítimas ontem também não conseguiam entender direito a tragédia. Conrado Pereira Filho perdeu no mesmo acidente o filho, Carlos Alberto Pereira, e o genro, Ênio Gonçalves de Oliveira. ''Eles eram cunhados, mas pareciam irmãos. Foi por isso que o Carlos arriscou a própria vida para salvar o colega'', declarou.
Ele contou que seu filho trabalhava há sete meses na fábrica e se dizia feliz com o emprego. O operário, que já havia sido lavrador, garçom e frentista, deixou órfão um menino de 10 anos. Os dois cunhados foram velados juntos, em um colégio de Jacarezinho. Abalados, os parentes de Ênio não puderam dar entrevista.
Fernando Bitencourt Campos foi o primeiro a ser enterrado no cemitério da cidade. Sua esposa, Michaela Oliveira Miranda, disse que irá cobrar explicações sobre o acidente e contou que o marido comentava sobre a periculosidade do trabalho.
''Ele sofreu uma queimadura com ácido uma vez. Como tinha formação de técnico de segurança do trabalho, orientava muito os outros funcionários a usar os equipamentos. Não sei como esse acidente foi acontecer'', afirmou. Colegas de trabalho não quiseram comentar o assunto.(V.N.)

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