Famílias sobrevivem do lixo reciclável
Curitiba Os policiais trabalham em duplas e estão em todas as esquinas. Ainda não tem data para a operação acabar. A presença da polícia aqui tem como meta reduzir a criminalidade. Depois de termos certeza que retomamos o controle da Vila Parolin, vamos trazer os órgãos municipais para cá, para garantirmos vida digna para os moradores, esclareceu major Renato. Até o final da tarde, mais de 40 pessoas tinham sido presas por tráfico de drogas, furto (foram apreendidos relógios de pulso, veículos com documentação irregular, aparelhos de som e toca-CD de carro), entre outros crimes. Quatro adolescentes foram apreendidos. Quatro estabelecimentos foram fechados.
De acordo com o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), o Parolin conta com uma área de 2,25 quilômetros quadrados e uma população estimada em 11,9 mil pessoas (9 mil na região de favela). A taxa de crescimento anual é de 0,21. A renda familiar dos moradores (a maior parte das famílias sobrevive do lixo reciclável) é de 3,97 salários mínimos. São 3.360 domicílios (3,57 habitantes por domicílio), uma escola estadual, um laboratório municipal, um local onde funciona o programa Direto da Roça e um Mercado Popular.
A operação é semelhante a que foi realizada no dia 28 de fevereiro deste ano, quando 700 homens tomaram a Vila das Torres, em Curitiba. Na operação, 3,7 mil pessoas foram abordadas, 893 carros vistoriados.(L.P.)





