Se as famílias envolvidas nas duas mortes pudessem comandar o sistema de saúde em Tamarana, elas mudariam pelo menos uma coisa de imediato.
Os pais alegam que as contratações por plantão ocasionou uma rotatividade excessiva entre os médicos que atendem no Hospital São Francisco. ''O ideal era ter uma equipe fixa de médicos no hospital. Assim, eles conheceriam melhor os pacientes'', afirma a dona de casa Maria Ferreira de Almeida, tia de Jean.
A secretária Aparecida defende-se dizendo que, nos últimos concursos públicos, não apareceram candidatos interessados em ganhar R$ 1,2 mil por 20 horas de trabalho. Além das quatro equipes do Programa Médico da Família, composta por um médico, um enfermeiro e um auxiliar, o município contrata, em média, cinco médicos para atender no hospital e no único posto da área urbana. ''Teve um caso de um plantonista atender até a 90 pacientes em um único turno'', conta, lembrando que moradores de distritos de Londrina e de Ortigueira acabam sobrecarregando a modesta estrutura de sua pasta. Aparecida avalia o sistema de saúde local como ''ótimo'', no qual ''nunca falta remédios''.(L.F.M)

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