Se para muitos pais a volta às aulas representa um alívio, para os cabeleireiros Inês e Zezito Silva é o fim de um período de tranqulidade. Eles fazem parte de um grupo restrito de pais que preferem as férias. Com quatro filhos – Alex, 18 anos; os gêmeos Henrique e Cristina, 15 anos e Paula, 9 anos – afirmam que nunca tiveram problemas com as férias, ‘‘nem quando as crianças eram pequenas’’.
Segundo Inês, seus filhos foram criados de forma independente, o que facilita quando ela e o marido têm que trabalhar e eles estão de férias. Este ano, dois deles foram para uma campanha missionária religiosa e os outros se divertiram em casa com os amigos.
A volta às aulas, para Inês, representa não ‘‘um alívio’’, mas o retorno à rotina estafante de ‘‘cobrar tarefa de casa, levar e buscar na escola e horários marcados’’. A empresária Brasília Fuganti considera as férias um período muito importante para conviver com os filhos e para que eles possam descansar, mas admite que fica mais tranquila quando eles estão na escola.
Mãe das gêmeas Patrícia e Daniela, 9 anos, e de André, 12 anos, Brasília lança mão da criatividade no período em que as crianças estão sem aula. Ela faz até acampamento em casa com os amigos dos filhos. ‘‘Para nós as férias podem ser um problema, mas para eles é uma delícia e isto tem que ser respeitado’’, afirma.
Apesar de reconhecer a importância da férias, a empresária diz que a volta às aulas traz mais tranquilidade, porque sabe que seus filhos estão mais protegidos. ‘‘E hoje escola não é algo chato, um lugar onde só se vai para estudar. As escolas estão oferecendo cada vez mais atividades para os alunos’’, conclui.

mockup