Famílias são transferidas para o Maracanã
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quarta-feira, 04 de junho de 2003
Fernando Rocha Faro<br>Reportagem Local 
Vinte famílias foram transferidas ontem à tarde de uma área de fundo de vale no Conjunto Cafezal (zona sul) para o Jardim Maracanã (zona oeste), onde foram assentadas em terrenos oferecidos pela Companhia de Habitação (Cohab). A transferência foi pacífica e teve o acompanhamento de uma viatura da Polícia Militar. No Maracanã, eles teriam uma fonte de água disponível em terreno próximo e poderão entrar em contato posterior com a Copel e Sanepar para regularizar as ligações. As famílias haviam invadido o fundo de vale há uma semana.
Segundo a desempregada Rosemara de Souza, 30 anos, a Cohab teria se comprometido a fornecer lona e madeira para a construção das moradias. Heleno Solano Rabello, da assessoria de regularização fundiária da companhia, disse a lona foi entregue, assim como o transporte foi feito por caminhão da companhia. Ele afirmou também que a Cohab não teria como conseguir madeira rapidamente para as construções.
Até o final da tarde, o grupo erguia um barraco para abrigar a todos durante a noite para depois ocupar os lotes. ''No local, eles podem ficar tranquilos, porque ninguém tira deles. Eles poderão regularizar a situação para ficar com os lotes, pagando taxas mensais que variam entre R$ 25 e R$ 30'', garantiu Rabello.
O assessor da Cohab revelou também que ''uma ou duas'' cestas básicas seriam fornecidas ainda ontem. Ele disse que deveria tentar entregar uma cesta para cada família hoje. A maioria dos integrantes do grupo está desempregada. Apenas três estavam ''fazendo bico'' na tarde de ontem. O também desempregado Adílson Lemes Cunha, 28, participava do mutirão. ''Até meu pai, que tem casa, veio para ajudar a gente a erguer o barraco'', afirmou.
Os filhos de Rosemara, inclusive um menino de um ano e cinco meses, deveriam passar a noite de ontem na casa de amigos no Cafezal. Outro problema é a falta de banheiro. O grupo reclamava também da falta de segurança do local. ''É bom ter um cantinho, ter a nossa moradia. Mas não adianta se não tiver paz no local'', disse. Para Rabelo, a questão da criminalidade ''foge da nossa (da Cohab) competência''.


