Onze das 200 famílias que haviam ocupado o terreno ao lado da marginal da Avenida Guilherme de Almeida (Zona Sul de Londrina) estão prestes a se mudar para uma área da Companhia de Habitação (Cohab) de Londrina localizada na Zona Oeste. Essas famílias estão alojadas temporariamente em hotéis da Área Central e devem deixar o local até o final da semana. Os outros invasores voltaram para suas casas ou em morando com parentes. Todas as famílias deixaram o terreno pertencente à construtora Abussafe no dia 22 de julho, quase três meses depois da ocupação, por meio de reintegração de posse cumprida com a presença de 400 policiais militares.
De acordo com o presidente da Cohab, Rosalmir Moreira, a Cohab disponibilizou 18 lotes numa área do Campos Verdes, região que começou a ser ocupada na década de 1990 e que hoje conta com 280 famílias. ''É uma área que já tem estrutura de água e luz. Estaremos ajudando no que for preciso para a instalação das famílias. Ainda esta semana acredito que todos já se mudarão, só vai depender do clima mesmo'', comentou.
Cada família recebeu da Cohab um kit de telhas e madeirite. Na manhã de ontem, alguns moradores estavam no local. Sérgio de Almeida, 45 anos, que atualmente mora em casa de parentes, está adiando a construção de sua moradia para ajudar os demais que precisarão deixar os hotéis ainda esta semana. ''O barraco é pequeno, mas a gente fica feliz por não ter que pagar aluguel. Conversei com os moradores e descobri que tem creche perto, tem o Centro de Referência da prefeitura. Isso tudo nos tranquiliza um pouco'', comentou.
A família de Adriana de Oliveira, 36 anos, recebeu dois kits da Cohab para construir um barraco maior onde, além dela, já estão morando o marido e seus cinco filhos. ''Nós somos em muitos, então o barraco tem que ser maior. Eu fico preocupada porque não conheço nada aqui nessa região, mas não temos o que fazer nem como reclamar. Pelo menos estaremos morando em algo que é nosso e se Deus quiser a gente vai melhorando as coisas'', comentou a mulher, que atualmente está desempregada.
Insatisfeita com a localização, que fica próximo ao João Turquino (Zona Oeste), Glaziele de Souza, mãe solteira de quatro filhos, disse que não quer ir pra lá. ''Eu não conheço ninguém daquela região, não vou ter ninguém por perto para me ajudar com meus filhos. Conversei com o pessoal da Cohab pra ver se eles não me fornecem o material para eu construir um cômodo nos fundos da casa do meu pai, na Zona Sul, onde eu morava antes'', comentou a jovem que está alojada no Hotel Caçula.

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