Foz do Iguaçu - Dez pessoas de três famílias foram feitas reféns, por quase quatro horas, numa tentativa de roubo a uma agência bancária em Missal (81 quilômetros ao norte de Foz do Iguaçu). As vítimas, seis adultos e quatro crianças, foram liberadas após tiroteio entre polícia e ladrões. Não houve feridos.
O sequestro começou por volta das 22 horas de anteontem. Segundo a polícia, quatro homens invadiram a casa do avicultor Velcir Mognol com objetivo de pressioná-lo a fornecer o endereço do gerente do Banco do Brasil local. Sem sucesso, o bando invadiu a residência do pai de Mognol, localizada na mesma região.
De acordo com a polícia, depois de reunir as duas famílias na propriedade do avicultor, os assaltantes conseguiram o endereço de um caixa do Banco do Brasil, identificado como Adão Silva. O funcionário acabou sendo levado, junto com sua família, como refém para casa de Mognol.
A polícia informou que, enquanto um dos homens vigiava as vítimas, os outros três obrigaram o enteado de Adão, um garoto de 14 anos, a ir com eles até a residência do gerente, num Omega tomado de assalto. O plano, segundo a polícia, era fazer o gerente refém até o amanhecer, quando assaltariam a agência.
''A quadrilha acreditava que o banco estaria com muito dinheiro'', afirmou o superintendente da Polícia Civil em Missal, Antonio Moreira. Porém, segundo ele, durante o trajeto, o grupo cruzou com uma equipe da Polícia Militar. Houve troca de tiros, mas o trio conseguiu fugir. O homem que havia ficado na casa com as três famílias fugiu ao perceber a chegada das viaturas.
As buscas começaram em seguida, com reforço das polícias de Medianeira, Santa Helena, São Miguel do Iguaçu e Itaipulândia. Ontem, pela manhã, foi preso um homem encontrado num matagal. Cassiano Silva, 25, estaria com uma pistola 380, um capuz, um colete a prova de balas.
Segundo a Polícia Civil, o detido confessou o crime e relevou os nomes dos colegas, que não foram repassados à imprensa para não atrapalhar a investigação, disse o superintendente. ''Queremos capturar o resto até amanhã (hoje)'', completou Moreira.

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