Famílias reclamam da falta de água em assentamento
Centenas de famílias do assentamento São Jorge, atrás dos Cinco Conjuntos (zona norte de Londrina), reclamam que as três caixas de água existentes no local têm estado completamente vazias, no período diurno, nos últimos três dias. Isto ocorre porque a única torneira que tem ligação com a rede da Sanepar, na entrada do assentamento, fica constantemente aberta e sendo usada pelos moradores da parte mais alta do São Jorge.
O problema é que o assentamento - que teve início através de uma invasão no final do ano passado - fica fora da zona urbana, atrás do Conjunto Habitacional Chefe Newton, onde ainda não chegou a rede convencional de água e esgoto da Sanepar. O único cavalete de água foi levado até lá, de maneira especial há poucos meses, depois de um acordo entre a Sanepar e a Companhia de Habitação (Cohab).
Nenhuma das famílias que ocupam os 743 lotes do assentamento conta com ligação de água. O problema, que normalmente se agravaria neste período de calor, é ainda maior porque dezenas de assentados estão construindo moradias de alvenaria; o que leva a um maior consumo de água. Cada uma das três caixas dágua tem capacidade para mil litros.
Josoé de CarvalhoA doméstica desempregada Jordeli dos Santos, que tem três filhos menores, conta que está há três dias sem água para fazer comida, lavar as roupas e dar banho nas crianças. O vigilante Manoel Alves Menezes afirma que a situação está muito difícil no assentamento: Passamos o dia inteiro sem água sequer para beber. Ela só chega nesta caixa aqui de perto depois da meia noite, porque o cano está bloqueado lá em cima.
Lá em cima, é onde fica a torneira do cavalete. É nele que as mulheres e crianças vão buscar água durante todo o dia, com seus galões e latas sobre os carrinhos de pedreiro. A assessoria da Sanepar explica que, a curto prazo, não há uma solução. A companhia não faz mais de uma ligação por assentamento. E a rede convencional pode demorar ainda alguns anos para chegar no São Jorge.Josoé de CarvalhoSem águaA doméstica desempregada Jordeli dos Santos (acima): Há três dias sem água para fazer comida e dar banho nas crianças; moradores buscam água na torneira de cavalete da SaneparOsmani Costa





