Especulações sobre o afogamento de quatro garotas, sexta-feira, em uma piscina de Cascavel, de que outras circunstâncias poderiam ter contribuído para as mortes, como consumo de bebidas alcoólicas ou drogas, estão sendo rechaçadas por familiares. Segundo eles, Eva Caroline Gonçalves Biaggi e Franciele Santos, ambas de 12 anos, e Juliana Líbero da Silva e sua prima Jaqueline Silva, ambas de 13 anos, nunca usaram qualquer tipo de entorpecente e sempre tiveram bom comportamento, o que é confirmado no colégio onde estudavam, o Polivalente.
Os pais das meninas já depuseram na Polícia, assim como o casal Aires Pereira, 60 anos, e Lídia Pereira, 56, que cobravam R$ 2,00 de populares que frequentavam a piscina, no bairro Claudete (zona norte de Cascavel). Segundo Aires e Lídia, indiciados por homicídio culposo (nos quatro casos), uma lata de cerveja encontrada pela Polícia ao lado da piscina não foi levada pelas garotas. Os pais reclamam de comentários pelo fato de terem sido coletadas amostras de sangue dos corpos para exames toxicológicos em Curitiba.
Os pais das garotas são Valdecir e Dirce Biaggi (pais de Eva), Gertrudes e Francisco dos Santos (Franciele), Orestes e Aparecida Silva (Jaqueline), e Florisvaldo e Maria da Silva (pais de Juliana, prima de Jaqueline), todos de classe média baixa. Segundo Orestes, Jaqueline ‘‘só tomava guaranᒒ. Valdecir relata que Eva ‘‘nem aceitava que fumassem perto dela’’. Florisvaldo diz que quem faz insinuações a respeito ‘‘é mentiroso’’. Para Francisco, a hipótese de que as meninas utilizaram algum entorpecente ‘‘é coisa muito cruel de acreditar’’.
As quatro não tinham prática em nadar, e no local não havia bóias ou outros equipamentos de segurança. A piscina fica um pouco distante da moradia do casal Pereira. Aires disse em seu depoimento que saiu logo depois das meninas chegarem, enquanto Lídia relatou que estava trabalhando, na casa, e nada viu ou ouviu. O casal não tinha alvará de funcionamento para a piscina, que está interditada.

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