Paulo Pegoraro
De Cascavel
A Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) vai oferecer treinamento e cursos profissionalizantes a famílias de conjuntos habitacionais do programa Pró-Moradia, em todo o Estado, para reforçar a renda. Na região Oeste, um programa começa a ser difundido por agentes sociais da Cohapar, que inclusive receberam informações da coordenação da Pastoral da Criança da Arquidiocese de Cascavel sobre metodologias para a geração de renda, uma das ações básicas da entidade.
Agentes sociais atuam como multiplicadores das informações que receberam da pastoral junto às famílias em encontros nos próprios conjuntos. Eles orientam para a produção de conservas, panificação, artesanato e outras atividades que podem melhorar a renda dos mutuários, além de contribuir para a própria alimentação familiar. Segundo a chefe do Escritório Regional da Cohapar, Carmem Lúcia Carvalho, programas habitacionais financiados pela Caixa Econômica Federal reservam recursos para esta finalidade.
Os recursos são para fomentar atividades que gerem renda, apoiando o início da produção de que pode ser vendida, e permitem a criação de um fundo rotativo para financiar novas famílias. Segundo Carmem Lúcia, elas têm autonomia para definir tipos de produtos que pretendem produzir e podem, inclusive, atuar de forma cooperativa. Em todo o Estado, 69 conjuntos habitacionais serão beneficiados pelo projeto.
Na região, são 11 conjuntos, com o total de 594 moradias. Em Cascavel, serão contemplados os conjuntos Novo Mundo (57 famílias) e Jardim Presidente (46 famílias). Segundo a assistente social Etelda Madsen, nem todas as famílias participarão porque ‘‘há as que não têm aptidão para produzir comercializáveis’’.
Nas reuniões realizadas nos os núcleos habitacionais para explicar o projeto aos moradores, os funcionários da Cohapar também identificam formas de produção já existente e as aptidões dos que querem iniciar algum tipo de produção.
Nas vilas rurais, devem ser implantados galpões para incentivar a produção. Em muitas delas já há famílias comercializando excedentes. Em Ouro Verde do Oeste (72 km a oeste de Cascavel), Guiomar Horn, 36 anos, e a mulher Leni, 35, pais de dois filhos, produzem nata de leite e garantem renda mensal de R$ 250,00. Guiomar também ganha trabalhando eventualmente como servente de pedreiro na cidade. O casal quer produzir ainda frangos, ovos e outros produtos.
Os Horn já conseguiram melhorar a casa instalando lajotas no piso, que era apenas de cimento alisado. Na Vila de Agro-Cafeeira, em Matelândia, uma família prepara-se para produzir 700 caixas mensais de tomate, assegurando renda de R$ 700,00. Em São Miguel do Iguaçu, outras famílias produzem bolachas e pães; em Itaipulândia, balas de frutas, que são vendidas numa barraca na praia artificial do Lago de Itaipu.Programa começa a ser difundido por agentes sociais da Cohapar no Oeste
Edson MazzettoConjunto Novo Mundo, na periferia de Cascavel, um dos que serão beneficiados pelo programa: produção de conservas, panificação, artesanato e atividades para melhorar a renda dos mutuários

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