Famílias invadiram a prefeitura, mas o prefeito não estava no local
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sexta-feira, 20 de julho de 2001
Célia Guerra De Londrina 
Moradores do assentamento Londriville, em Cambé (13 km a oeste de Londrina), invadiram a prefeitura ontem para cobrar a legalização da área que ocupam há sete anos. A empresa Fratello Incorporações Imobiliárias, dona do terreno, obteve na Justiça a reintegração de posse, mas as 56 famílias se recusam a sair do local. A Polícia Militar (PM) foi chamada, apesar da manifestação pacífica dos assentados.
O autônomo José Ataíde de Souza Teodoro reclamou que a prefeitura quer removê-los para outra área sem água, luz e infra-estrutura. O prefeito José do Carmo Garcia (PTB), segundo Teodoro, havia garantido na campanha eleitoral que iria regularizar a situação dos moradores, mas a única providência que tomou foi abrir duas ruas e levar a coleta de lixo.
O presidente da Câmara, Carlos Roberto Rasteiro (PPS), mais conhecido por Batata, conversou com os manifestantes. Ele afirmou que soube da situação dos moradores no início do mês. Na semana passada, o vereador havia se comprometido a agendar uma reunião entre os representantes dos moradores, prefeitura, Câmara e proprietários do terreno. Ele cobrou das lideranças do protesto a relação dos nomes e garantiu agendar o encontro até a próxima semana.
Já a secretária de Ação Social, Salete Gastaldi, disse que a Secretaria de Segurança Pública do Estado havia autorizado a Polícia Militar a retirar as famílias e que isso ainda não havia acontecido a pedido do prefeito José do Carmo Garcia (PTB). Segundo ela, a prefeitura ofereceu uma outra área para assentar as famílias, ao lado da ocupação e já urbanizada. Os lotes pertencem à Companhia de Habitação (Cohab) de Londrina. A secretária disse que a proposta foi aceita por 17 famílias que levaram a documentação necessária à prefeitura.


