Dez famílias carentes, que até então só viam a casa própria como um sonho distante a ser conquistado, podem hoje se sentir realizadas. Representantes da Oscip Onde Moras, Programa Sinal Verde e Caixa Econômica Federal que fizeram parceria com uma loteadora e construtora de Londrina, assinaram ontem os contratos para a construção de dez moradias em alvenaria que devem ser entregue às famílias até o final do ano.
As casas serão construídas no Jardim Esperança (Zona Sul) e cada uma delas terá dois quartos, sala, cozinha, banheiro distribuídos em 40 metros quadrados. Segundo o presidente da Oscip, Maurício Costa, os terrenos foram doados por uma loteadora da cidade - que preferiu não se identificar - e o custo de cada casa será de R$ 10 mil.
''Elas serão construídas juntas, um terreno sim e outro não. A partir de hoje (ontem) as obras já começam. Estão sendo contratados pedreiros, eletricistas, todos moradores daquela região. Queremos que essas famílias já passem o Natal nessas casas'', disse.
A desempregada Adelina Rodrigues da Silva, 36 anos, mora hoje no Cafezal I (Zona Sul) numa dependência que faz fundo com a casa do seu pai. Pelo menos dois de seus quatro filhos (o mais velho com 14 anos) já passaram pelo Sinal Verde por estarem nas ruas. ''Já fui conhecer onde vou morar e acho que vai ser um lugar legal para meus meninos não pensarem mais em ir para a rua. Onde moro hoje é muito ruim'', disse.
A realidade de Neusa Aparecida Gomes, 46 anos, é ainda mais complicada. Ela mora num barraco que fica na Área Central de Londrina. Para ela, que mora com quatro filhos, poder morar numa casa de alvenaria ''é um sonho''. ''Meus filhos viviam na rua. Tenho esperança que mudando de lá, saindo de perto do centro, eles terão mais juízo. Foi uma benção essa casa'', comenta emocionada.
A gerente do Programa Sinal Verde, Sandra Coelho, explicou que todas as famílias beneficiadas foram criteriosamente escolhidas levando em consideração o tempo em que são assistidas pelo Sinal Verde, além das próprias condições de vida. ''Muitas dessas pessoas têm um histórico complicado de filhos que foram para a rua e estão no Sinal Verde há mais de quatro anos. Todos fazem parte de programas de inclusão e capacitação para que elas possam, além de receber a casa, se manter e ter boas condições de vida''.

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