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Famílias falam pouco sobre sexo
Kraw PenasElizete Albuquerque e a filha, Carla, costumam conversar sobre sexo

Rubens Burigo Neto
De Curitiba

O garoto Dennys Tiago da Rocha, 12 anos, ainda não conversa sobre sexo com os pais porque, diz ele, ‘‘já sabe’’ o suficiente sobre o assunto. Alessandra Muniz, 14, ao contrário, conta que fala com os pais ‘‘sobre tudo’’, desde que tinha 7 anos. Os dois se encaixam no perfil dos adolescentes curitibanos, revelado na inédita pesquisa sobre a sexualidade de jovens entre 12 e 17 anos, realizada em Curitiba.
A coordenadora da pesquisa, psicóloga Solange Machado, em reportagem publicada ontem na Folha, apontou a falta de diálogo sobre sexo entre pais e filhos, a influência do grupo de amigos e o envolvimento afetivo descompromissado e com menor controle da impulsão sexual como alguns dos fatores que influenciam diretamente na precoce iniciação sexual dos curitibanos.
A família Oliveira, entretanto, está conseguindo conviver melhor com a situação. A mãe, Telma, 44, garante a filha Liana, 17, foi quem tomou a inciativa de conversar sobre sexo, assim que ela começou a namorar, há pouco mais de dois anos. A mãe, porém, afirma que a filha a procura quando tem alguma dúvida, mas ainda fica encabulada em contar detalhes mais íntimos do relacionamento. O pai, Carlos, conta que, neste ano, orientou o filho mais novo do casal, André, 14, sobre a utilização de preservativos.
A dona de casa Elizete Albuquerque também prefere se antecipar às duvidas dos filhos, uma menina de 12 anos e um menino de 7 anos de idade. ‘‘Não espero eles perguntarem nada.’’ Elizete conta que ‘‘geralmente’’ as conversas, sobre o uso de preservativos, por exemplo, são abertas. A filha, Carla, concorda: ‘‘é um papo normal.’’

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