Famílias estão em condições precárias
Há um mês, a reportagem da Folha esteve na reserva e constatou a precariedade em que viviam as famílias, apesar de serem atendidas com alimentos pela Funai. Concentrados em apenas três casas cerca de 60 famílias com 48 crianças, boa parte delas, bebês , os índios viviam de forma improvisada no local.
O número de casas aumentou. Hoje, mais três acampamentos foram improvisados na aldeia, mas as crianças não estão recebendo atendimento médico. Há duas semanas, uma crise de febre e diarréia atingiu os menores, que não foram atendidos pela enfermeira da Funai. ''Não veio ninguém. Conseguimos apenas remédio e soro para as crianças no posto da Funai'', informou Eliane Cristina Norab, 18 anos, mãe de Igor de apenas um ano, que teve gripe e diarréia.
Na Fundação Nacional de Saúde (Funasa), em Curitiba, responsável pela área, o coordenador regional da Funasa do Paraná, Miguel Pacheco, informou através da assessoria de imprensa que o atendimento na reserva não pode ser feito porque o local não tem demarcação oficial da União.
Ele explicou que em cada aldeia um Agente Indígena de Saúde (AIS), que faz o encaminhamento para os hospitais da cidade mais próxima, onde existe uma estrutura maior de atendimento de casos mais graves. ''Neste caso, já foram tomadas providências para designar uma equipe da saúde da cidade de Abatiá, que irá até o local tomar providências''.
Outra reclamação por parte das mulheres é que a aldeia está sem luz e isso faz com que os alimentos estraguem, principalmente o leite das crianças.





