Mariana Adam Diniz de Barros, de 15 anos, cursa o 1º colegial em escola pública e não sente reprimida nem acanhada em falar sobre sexo e drogas com a sua família. ‘‘Minha mãe e meu pai querem meu bem e vão sempre fazer o melhor por mim.’’ É assim, com diálogo franco e honesto que a secretária Tânia Lúcia Adma Diniz de Barros, 41 anos, mostra os caminhos da vida para seus filhos.
‘‘Não acho difícil trabalhar esses temas na família’’, diz a mãe, com a segurança de quem sabe que está no caminho certo. ‘‘Não deve haver tabu. É algo da vida e que precisa ser discutido com responsabilidade’’, afirma Tânia. Com simplicidade, ela pondera porém que são assuntos preocupantes porque o ‘‘meio pode alterar os valores passados pela família’’. Para Tânia, o importante é dar independência com responsabilidade para os filhos.
Mariana concorda: ‘‘procuro o que tem a ver comigo’’. Mesmo tendo muitos amigos, a jovem afirma que não faz nada que não queira somente porque seu grupo oferece. ‘‘Tenho uma amiga da mesma idade que eu e ela fuma. Nunca experimentei e sempre falo para ela que faz mal, mas ela não pára.’’
Lucila Fernandes, mãe de Bruno, de 15 anos, diz que procura abordar essas questões sempre de forma clara e privilegiando o diálogo, sem ‘‘espantar’’ o filho. E ela tem ainda outra vantagem: o marido é médico e sempre que estes temas são colocados em pauta, ele trabalha questões mais técnicas.
Ela também se preocupa com o que o filho assiste na TV. ‘‘Não gosto como a mídia trata esses temas. No geral, o sexo por exemplo é colocado com uma coisa fácil e descartável.’’ Outra preocupação é com o ciclo de amizades, que exerce muita influência nessa faixa etária.

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