Famílias enfrentam maratonas diárias
Vinda do Pará em busca de oportunidades, a família da dona-de-casa Carlene Rodrigues está morando há alguns meses no Jardim Primavera (Zona Norte), a 15 quilômetros do Centro da cidade. O marido dela é técnico de instalação de alarmes e sai de casa todos os dias às 6h40 para chegar às 8 horas no trabalho. Como o bairro ainda não tem infra-estrutura, Carlene faz longas caminhadas para levar a filha mais velha à escola ou mesmo quando precisa realizar pequenas compras ou de atendimento médico.
A mesma maratona é enfrentada pela dona-de-casa Josi Cler e o marido. Moradores do Jardim Paris, também na Zona Norte e na divisa com a Zona Rural, eles se mudaram de um bairro com mais estrutura para o novo conjunto habitacional por falta de condições de comprar um imóvel numa área mais próxima. ''Aqui não tem posto de saúde, escola. Para fazer qualquer coisa, temos que caminhar por meia hora até o Vivi Xavier'', contou.
O marido dela, que trabalha em uma grande construtora de prédios alto padrão, sai de casa diariamente às 5h50 para chegar na obra às 7h30. ''É claro que eu também queria morar nos prédios que meu marido constrói, mas só pudemos financiar aqui. De qualquer forma, é melhor que pagar aluguel'', afirmou.
O vendedor Vanderlei Rodrigues Nunes mora em uma área mais valorizada do Jardim Primavera e, depois de ter passado pelo Jardim Paris, está satisfeito com o novo bairro apesar da distância. Para solucionar a logística de deixar o filho na casa da sogra e a esposa no trabalho próximo ao Shopping Catuaí, ele utiliza uma moto. ''De ônibus seria impossível.''(C. A.)





