Famílias e amigos cobram solução de crimes
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Raquel de Carvalho<br> Reportagem Local 
Familiares e amigos de Amanda Rossi e Celina Scudeler participaram ontem de manhã de uma missa, seguida de passeata pelo Calçadão, para lembrar o assassinato das duas mulheres e cobrar agilidade nas investigações. Amanda foi encontrada morta há três meses nas dependências da Universidade Norte do Paraná (Unopar), onde estudava Educação Física, e Celina foi assassinada durante assalto à sua casa, no fim de novembro.
A convivência diária com a tristeza e a saudade não cala o comerciante Luís Carlos Rossi, pai de Amanda. ''Não vou esmorecer. Tenho confiança de que isso será solucionado e que justiça será feita'', afirma Rossi. Segundo ele, o desfecho está próximo. ''O rapaz que está preso pode ter participado do crime, mas só vou acreditar se houver provas'', completa.
O pai de Amanda diz que a polícia está empenhada em resolver o caso e que acompanha de perto o desenrolar das investigações. ''Acho que tenho uma missão, de ajudar a defender a sociedade da injustiça e da violência'', afirma. Rossi acrescenta que muitas dúvidas ainda cercam o crime. ''Por que só havia duas câmeras funcionando naquele dia na Unopar, cadê a segurança, ninguém viu ou ouviu nada?'', questiona.
''Não podemos esquecer (o crime). Quando há esquecimento tudo acaba'', ressalta, ao cobrar a mobilização das pessoas em busca da solução de mortes como a de Amanda e Celina. A opinião do comerciante foi reforçada pelas palavras de padre Altair. ''Uma sociedade acomodada, silenciosa, vai continuar assistindo à violência, impunidade e corrupção'', disse o padre durante a missa.
Da mesma forma, família e amigos de Celina aguardam a solução do seu assassinato. ''A missa e passeata têm como objetivo cobrar providências e agilidade das autoridades'', afirma Fernanda Iglesias, gerente da farmácia onde Celina trabalhava e uma das organizadoras da manifestação. ''O caso não pode ser esquecido, uma pessoa maravilhosa morreu de forma brutal'', diz.
Amanda Rossi foi encontrada morta no dia 29 de outubro na casa de máquinas da piscina da Unopar. Ela foi ferida no rosto e asfixiada. A polícia prendeu em São Carlos (SP) um rapaz de 18 anos, até agora o único suspeito do crime, após denúncia anônima. Celina foi assassinada no dia 27 de novembro durante assalto à sua casa, no Jardim San Remo. Ela foi dominada pelos ladrões e morreu com um tiro na nuca.


