Famílias devem deixar casas de fibrocimento
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sexta-feira, 16 de maio de 1997
Da Redação 
O juiz da 7ª Vara Cível, José Cichocki Neto, concedeu liminar favorável à Companhia de Habitação de Londrina, no final da tarde de ontem, assegurando-lhe a posse sobre as casas de fibrocimento, invadidas na terça-feira à noite por 10 famílias. As casas foram construídas no conjunto Ilda Mandarino (zona norte).
A decisão da Justiça demonstra que nossa solicitação estava correta. Embora exista um sério problema social, é preciso respeitar a ordem de inscrição existente na Cohab, informou o diretor-presidente da companhia, Wilson Mandeli. Em Londrina, há cerca de 30 mil pessoas inscritas na Companhia.
Ele informou que o juiz Cichocki, antes de expedir o mandato de manutenção de posse, irá ouvir o juiz da Vara de Infância e Juventude, Dimas Ortêncio de Melo. A medida foi tomada pelo fato de haver crianças nas casas invadidas.
Mandeli adiantou que, na segunda-feira pela manhã, a equipe de assistência social da Cohab irá até o local invadido para conversar com as famílias, informá-las da decisão judicial e auxiliá-las para que saiam das casas. A Cohab estará lá para assistência necessária à desocupação, assegurou Mandeli.
As casas de fibrocimento deveriam ser entregues ontem pela construtora Grande Piso, de Foz do Iguaçu. Elas foram oferecidas gratuitamente à Cohab como alternativa de uma nova tecnologia para reduzir o déficit habitacional em Londrina. As casas foram construídas com fibrocimento no lugar de tijolos. A obra motivou a formação de uma Comissão Especial de Inquérito, na Câmara, devido à falta de laudo que comprove a qualidade das casas.


