Uma comissão de moradores dos bairros Maria Luiza e Maria de Fátima, em Cascavel, denunciou ontem ao Ministério Público a cerealista Bugen. Eles acusam a empresa de causar poluição ambiental e sonora com a secagem de grãos. A comunidade quer que a cerealista seja transferida para uma área industrial, distante da zona urbana.

A associação de moradores dos bairros exigem que a empresa passe a cumprir o Código de Posturas do Município, que estabelece silêncio após as 22 horas. As famílias reclamam que a empresa trabalha durante 24 horas e que o barulho causado por motores utilizados para secagem da soja atrapalha. Além disso, a comissão garantiu que a empresa não possui licença ambiental nem autorização para funcionar no local.

A presidente da associação de moradores, Marli Cargnin, afirmou que a empresa prometeu no dia 29 de julho, numa assembléia, apresentar um projeto ambiental para sanar suas deficiências. ''Eles prometeram fazer investimentos, mas ficaram só na promessa. Tem dias que o ar fica infestado de partículas de grãos. Imagine 300 famílias tendo que respirar dessa forma'', reclamou.

O promotor Angelo Ferreira explicou à comissão que já existe um procedimento investigatório instaurado para apurar as denúncias contra a empresa. Ele disse que solicitou à direção regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) uma visita ao local e um relatório sobre a situação. ''Ficou constatado que estavam parcialmente adequados à legislação ambiental. A empresa tomou algumas iniciativas e outras estão sendo preparadas'', frisou.

Em relação à retirada da empresa do bairro, o promotor acredita que existem outros meios que possam resolver o problema, como a adequação às exigências apresentadas pelo IAP.

A assessoria de imprensa da Bugen garantiu que a empresa já realizou algumas melhorias e que outras deverão estar concluídas até janeiro de 2002. A assessoria acrescentou que um novo projeto ambiental deverá regularizar a situação da empresa, que estava adequada à legislação anterior, modificada há pouco tempo.

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