Famílias de vítimas se unem para pedir justiça
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Passados quase dois meses da morte da estudante Amanda Rossi, os pais da jovem ainda lutam para descobrir o autor do crime que chocou Londrina. Ao meio-dia de ontem, familiares e amigos participaram de uma missa pela alma de Amanda, morta em 27 de outubro. Juntaram-se a eles centenas de amigos e parentes da balconista Celina Scudeler, que foi assassinada com um tiro na nuca no final de novembro.
Após a celebração, levando faixas e apitos, dezenas de pessoas caminharam pelo Calçadão de Londrina, lideradas pelo pai da estudante, Luis Carlos Rossi. Aos gritos de ''não vamos ser covardes, a Justiça tem que ser cobrada'', Rossi mobilizou boa parte dos londrinenses que passavam pela rua. Quem estava no interior das lojas saiu para apoiar a manifestação.
''Falei com o delegado e ele me disse que surgiram novos indícios e que novas investigações serão conduzidas'', apontou. Segundo Rossi, a aflição de todos ainda é grande. ''Minha esposa está inconsolável e minha filha está consultando um psicólogo. O crime desestruturou a minha família.''
Foi o próprio pai da estudante quem convidou os familiares de Celina Scudeler para participar da manifestação. ''Resolvemos nos juntar para cobrar, fazer pressão para as nossas histórias não caírem no esquecimento.''
O ex-marido da balconista, Luis Carlos Marques, ressaltou o trabalho dos policiais e explicou que a passeata teve caráter de alerta para a população. ''O delegado está empenhado, mas é importante lembrar que algo que é muito distante de nós pode acontecer de repente com qualquer um. O perigo está na nossa porta e as autoridades precisam tomar ações mais efetivas'', declarou.
O namorado de Celina, José Correa, que descreveu as características dos dois homens que invadiram a residência e atiraram contra a balconista no final do mês passado, fez um apelo à quem reconhecer o indivíduo desenhado em retrato falado. Ele pediu à população para que denuncie pelo telefone 197. ''A polícia vai trabalhar em cima do retrato e o mínimo de informação já é motivo para os policiais checarem.'' Segundo os familiares de Celina, a divulgação do retrato falado, ontem, já teria começado a dar resultados.


